Viajar em Malta
Malta é um pequeno arquipélago mediterrânico onde, em poucos dias, se juntam uma capital barroca fortificada, templos pré-históricos, água transparente para nadar e mergulhar e a ilha mais tranquila de Gozo. As distâncias são curtas, o inglês é língua oficial e o clima é ameno durante boa parte do ano.
Quando ir
A primavera (de abril a junho) e o outono (de setembro a novembro) são as épocas mais confortáveis: dias quentes, menos gente e, no outono, um mar ainda morno depois do verão. Julho e agosto são quentes, soalheiros e cheios, ideais para quem quer sobretudo mar. O inverno é ameno e calmo, bom para Valeta, Mdina e passeios pela costa, embora o vento possa cancelar passeios de barco e mergulhos.
Onde ir
Valeta
A capital fortificada é compacta e percorre-se a pé: a concatedral de São João, com o interior dourado e A Decapitação de São João Batista de Caravaggio, os jardins de Upper Barrakka sobre o Grand Harbour, ruas barrocas com varandas de madeira e noites em Strait Street.
As Três Cidades
Em frente a Valeta, do outro lado do Grand Harbour, Birgu, Senglea e Bormla são mais antigas e calmas, com o Forte de Santo Ângelo, passeios junto à água e ruelas estreitas. A forma clássica de lá chegar é atravessar numa dgħajsa, o barco tradicional.
Mdina e Rabat
Mdina, a antiga capital amuralhada no alto de uma colina, é um labirinto silencioso de pedra cor de mel, com a catedral e vistas sobre a ilha. Ao lado, Rabat tem as catacumbas de São Paulo e de Santa Águeda e padarias famosas pelos pastizzi.
Gozo
Mais verde e pausada do que Malta, Gozo fica a uma curta viagem de ferry. Vale a pena visitar a Cidadela de Victoria, os templos de Ġgantija, as falésias e o Inland Sea de Dwejra, a areia avermelhada de Ramla Bay e a enseada piscatória de Xlendi.
Comino e a Lagoa Azul
A minúscula ilha entre Malta e Gozo é conhecida pela Lagoa Azul, um canal de água turquesa sobre areia branca. No verão enche-se ao meio-dia: o melhor é chegar cedo ou ao fim do dia, ou explorar as enseadas e trilhos mais calmos da ilha.
Marsaxlokk e o sul
Marsaxlokk é uma aldeia piscatória com barcos luzzu coloridos e restaurantes de peixe no porto. Perto ficam as grutas marinhas da Blue Grotto, em Wied iż-Żurrieq, e os templos de Ħaġar Qim e Mnajdra no alto das falésias.
O que fazer
Templos pré-históricos
Os templos megalíticos de Malta foram erguidos milhares de anos antes das pirâmides do Egito. Ġgantija em Gozo, Ħaġar Qim e Mnajdra na costa sul e o hipogeu subterrâneo de Ħal Saflieni, que exige reserva com muita antecedência, revelam uma cultura insular surpreendentemente antiga.
Mergulho em Gozo e Comino
A água transparente e a boa visibilidade fazem das ilhas um destino de mergulho para todos os níveis. Entre os locais mais conhecidos estão as grutas e arcos de Dwejra, os recifes de Comino e vários navios afundados de propósito como recifes artificiais.
Praias de areia no noroeste
Grande parte da costa é rochosa, com banhos a partir de escadas e rochas planas, mas o noroeste tem baías de areia: Golden Bay e Għajn Tuffieħa, rodeadas de falésias, e a larga e pouco funda Mellieħa Bay, muito procurada por famílias.
Cozinha maltesa
Vale a pena provar os pastizzi de ricota ou ervilhas, a ftira com atum, alcaparras e tomate, o stuffat tal-fenek, um guisado de coelho, o peixe fresco de Marsaxlokk e os pequenos queijos ġbejniet de Gozo. No outono, é época da tarte de lampuki.
Falésias e trilhos costeiros
As falésias de Dingli caem a pique sobre o mar na costa oeste de Malta, e Gozo tem trilhos entre Dwejra, Xlendi e as salinas de Xwejni. A primavera é a época mais verde, com flores silvestres a cobrir campos e socalcos.
O Grand Harbour de barco
O elevador dos jardins de Upper Barrakka desce até à água, de onde se atravessa para as Três Cidades de ferry ou de dgħajsa. Os passeios de barco pelo porto passam pelos bastiões de Valeta, pelo Forte de Santo Ângelo e pelas enseadas de Senglea.
Dicas práticas
- Conduz-se pela esquerda e o trânsito pode ser intenso; os autocarros cobrem as duas ilhas e os ferries ligam Valeta a Sliema e às Três Cidades.
- O inglês e o maltês são línguas oficiais, por isso placas, ementas e conversas do dia a dia em inglês são normais em todo o lado.
- O ferry para Gozo, entre Ċirkewwa e Mġarr, funciona ao longo de todo o dia; em Gozo dá jeito ter carro, porque os autocarros passam menos vezes.
- A maioria dos banhos é nas rochas: convém levar sapatos de água e, no verão, chapéu e muita água, porque há pouca sombra.
A dois, em família ou com amigos
Malta é ideal para viagens curtas em grupo: Valeta e Mdina a dois, Mellieħa ou Gozo em família e dias de barco até Comino com amigos. Para uma semana, funcionam bem duas bases, uma em Malta e outra em Gozo. No Gata podem guardar ideias e decidir juntos onde ficar em cada ilha.
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Perguntas frequentes
Quantos dias são precisos para ver Malta?
Quatro ou cinco dias chegam para Valeta, Mdina, o sul e uma excursão a Gozo e Comino. Com uma semana dá para passar algumas noites em Gozo, mergulhar ou caminhar pela costa e aproveitar as ilhas com mais calma.
Qual é a melhor altura para ir a Malta?
A primavera e o outono oferecem bom tempo e menos gente, e no outono o mar ainda está quente. O verão é ideal para praia, mas muito quente e cheio. O inverno é ameno e calmo, bom para visitas, embora os passeios de barco dependam do tempo.
Vale a pena dormir em Gozo?
Sim, para quem tem mais do que alguns dias. Gozo é mais verde e tranquila, com casas de campo para arrendar, bons mergulhos e trilhos costeiros. Dormir lá permite aproveitar Dwejra, Ramla Bay ou a Cidadela sem as multidões das excursões de um dia.
É preciso carro em Malta?
Não necessariamente. Os autocarros chegam a quase toda a ilha e os ferries atravessam o porto, embora o trânsito atrase as viagens. Um carro ou táxi dá jeito para as praias e o sul, e sobretudo em Gozo, onde os transportes públicos são mais limitados.